A MÍDIA E O PODER

ESTE BLOG ABORDARÁ ASSUNTOS SOBRE MÍDIA E PODER, SEMPRE RELACIONADOS A TEMAS DISCUTIDOS NAS AULAS DO PROF. DIMAS - CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO DA FACULDADE CÁSPER LÍBERO.

A MÍDIA E O PODER

ESTE BLOG ABORDARÁ ASSUNTOS SOBRE MÍDIA E PODER, SEMPRE RELACIONADOS A TEMAS DISCUTIDOS NAS AULAS DO PROF. DIMAS - CURSO DE PÓS GRADUAÇÃO DA FACULDADE CÁSPER LÍBERO.
<<  2008  >>
Jan Fev Mar Abr
Mai Jun Jul Ago
Set Out Nov Dez
Buscar
Receba os posts
Terra Blog

Arquivo de: 2008

28.07.08

Todo carnaval tem seu fim...

Ufa, acho que sou o único da sala que nesse semestre completa as 6 disciplinas cursadas, foram 5 semestres de puro aprendizado, passando por arte, semiótica, globalização, didática e prática do ensino superior e por fim, a mídia e o poder. Ainda falta a monografia, acho que até o final do ano eu pego este bendito diploma. RS
Como tarefa final da matéria, tentarei resumir o curso em algumas frases citadas pelo professor durantes as aulas.
1 – A mídia é meio e o poder é multifacetado.
2 – Existir não é lógico.
3 – A vida Transborda o conceito.
4 – Fora do mercado não há salvação.
5 – A sociedade moderna, como líquidos, se caracterizam por uma incapacidade de manter a forma.
6 – A comunicação entra em uma nova era, não mais pós-moderna, talvez líquida.
7 – A vida se torna Virtual.
8 – O organizador político é a mídia.
9 – Consumo, logo existo.
10 – A publicidade é um cadáver que nos sorri.
11 – A publicidade não vende felicidade.
12 – O mercado tem mais palavra do que o Estado.
Essas foram as frases que mais me marcaram durante o curso, com certeza guardarei todas elas e seus significados para a continuação dos meus estudos.
Obrigado Prof. Dimas.
  • criado por  Leandro Breda criado por Leandro Breda
  • Postado em 14:57:40

09.06.08

consumo, logo, existo!

Abaixo um texto muito interessante sobre o consumismo analisado por uma psicóloga. Em um trecho ela resume bem o que foi dito na ultima aula (06/06/2008): "Podemos consumir e estar presentes ou podemos sumir dissolvidos na idéia que nos consome." ou seja: Somos consumidores ou somos consumidos?

A histeria deu início aos estudos da psicanálise e denunciava o inconsciente reprimido da época. O adoecer, depois, passou a ser representado pelo alcoolismo, mais tarde pelos assassinatos em série, depois pela esquizofrenia e pelo narcisismo, chegando aos anos 70 com o slogan “Paz e Amor”, tempo das experiências com as drogas e o amor livre.

Hoje nossa cultura sente-se representada pelos transtornos do humor, fobias, depressões,
pânico, anorexia, bulimia, compulsões de toda ordem. Estamos subdivididos em desejos e sofrimentos, buscando na realidade externa a completude para nossas angústias, assaltados por nosso próprio inconsciente, vivendo em ansiedade permanente.

Neste cenário de dor e aflição os especialistas do mercado de consumo se organizam para nos separar em finas células. Conectados às nossas feridas narcísicas criam ilusões e promessas de completude. Passamos a existir vítimas deste movimento que não cessa.
Não optamos, mas caminhamos hipnotizados para o fatiamento, iludidos com o paraíso, com o grande encontro. Caminhamos em direção ao menos crendo que ele seja o mais.

Nesta realidade não consumimos objetos e serviços, mas idéias de ambos. Sua qualidade e real utilidade permanecem fora de foco. Nosso olhar concentra-se na ilusão que a posse do objeto nos garante.

Passamos a buscar perfeição, ou melhor, a idéia de perfeição e os nossos movimentos ficam condicionados à perspectiva do outro. Somos então não mais unidade, mas fatias do consumo. Subdivididos em rápidos alívios e intensas ansiedades.

Mas, se tudo o que vivemos interiormente se materializa externamente, se tudo o que é inconsciente é projetado, então as facas que nos atacam também nos pertencem.
O mercado, esse fatiador, na realidade nos serve, atendendo com muita competência nossas necessidades. Somos assim, ao mesmo tempo fatias e fatiador. Os múltiplos deuses a quem adoramos e nos oferecemos em sacrifício se alimentam de nossos múltiplos desejos.

Sob essa perspectiva vamos encontrar o inconsciente no shopping center, nas campanhas publicitárias, na mídia. “Shop Tudo”: esse é o lugar que recebe nossas projeções. Esse espaço habilmente composto de imagens tentadoras, onde sucumbimos em fantasias de poder e de perfeição, em compulsões, em investimentos megalomaníacos, em adições e distúrbios alimentares. Facas precisas nos subdividindo em desejos pulsantes.

A psique reage a tudo isto nos deprimindo, cultivando doenças que nos incomodam, que nos movem para outras regiões onde, então, possamos ser sujeitos e não objetos.
As medicações comprovadamente não funcionam sem um olhar para o espaço profundo de nossas almas. Acabamos exaustos, procurando uma possibilidade de reflexão que nos devolva à nossa própria essência.

Na tentativa de buscar um relacionamento com esses objetos cortantes, executores da nossa vontade, encontro no oriente, nas lutas marciais, nas defesas contra facas, adagas e espadas o Ma Ai o espaço da integridade do indivíduo, o que mede a necessidade de resposta. Ma Ai é praticado em todas as artes orientais. É uma referência para qualquer ataque, armado ou desarmado.

Ma Ai é a noção de distância, a capacidade de se situar perante um ataque de modo a obter a melhor reação defensiva. A compreensão do Ma Ai vai além de simplesmente distanciar-se, nos ensina a tratar o adversário como um honrado visitante, não permitindo o contágio, mas abrindo um espaço para o relacionamento.

Poder reconhecer a força do mercado de consumo sobre nossa vontade, poder acolher suas tentativas de invasão em nosso inconsciente nos encaminha para outra perspectiva, a reflexão. Construímos assim um espaço de relacionamento que nos permite uma relação não mais imediata com os eventos e que, portanto, determina as diferenças entre nós e o que nos acontece. Entre o agente e a ação existe o momento reflexivo que impede as compulsões e promove a consciência. Poder dialogar com as idéias que sustentam nossos complexos nos liberta.

Dentro da realidade atual o consumidor fatiado, vive a ilusão de atuar com liberdade diante de suas escolhas, mas é o desconhecimento de suas próprias idéias perante os objetos de desejo que cobre seus olhos com os véus de Maia, a ilusão. Podemos consumir e estar presentes ou podemos sumir dissolvidos na idéia que nos consome.

Podemos optar por uma relação prazerosa com o mercado e com tudo o que ele nos oferece na medida em que nos recusamos a uma relação compulsiva e inconsciente. Isso é Liberdade.
_____________________________________________________________________________
Lunalva Fiúza Chagas é psicóloga, integrante do IPAC (Instituto de Psicologia Analítica de Campinas), filiado à AJB (Associação Junguiana do Brasil) e ao IAAP (International Association for Analytical Psychology), Suíça.

  • criado por  Leandro Breda criado por Leandro Breda
  • Postado em 17:01:54

18.04.08

o sensacionalismo midiático

O café da manhã na padaria já sinaliza que o dia será diferente:

- Esse pai não tem nada na cabeça - comenta uma mulher, saco de pães na mão.

O pai, no caso, é Alexandre Nardoni, suspeito de ter matado a própria filha, Isabella, de 5 anos - atirada do 6º andar de seu apartamento na zona norte de São Paulo.

Nesta sexta-feira, 18, Alexandre e Anna Carolina Jatobá, mulher de Nardoni e madrasta da vítima, prestam depoimento sobre o caso no 9º Distrito Policial do Carandiru, também na zona norte da capital paulista.

Em frente à delegacia, uma manada de repórteres, cinegrafistas e produtores à cata de informações. São mais de 30 carros de reportagem; estima-se mais de 100 profissionais em ação. Câmeras, gravadores e microfones em punho, trocam idéias entre si enquanto esperam, pacientemente, pela chegada do casal.

"Parece um show", critica a cabeleireira Jerry, dona de um salão em frente ao distrito e que vem sendo utilizado pela imprensa para a captura de imagens no local. Na assistência, quatro helicópteros sobrevoam a área em busca do melhor ângulo.

Jerry cobrou aproximadamente R$ 500 de cada uma das equipes instaladas na varanda do estabelecimento. "É, foi por aí", desconversa sobre o valor, rindo. Estavam presentes Gazeta, Band, Globo, Record e Grupo Estado.

- Assim dá pra tirar um pouco do prejuízo; o movimento caiu uns 80% desde que começou essa coisa toda aqui - lamenta. O salão está fechado à clientela.

Observações midiáticas

Os repórteres estão separados da multidão por uma faixa de segurança. Dispõem de uma tenda com água mineral à vontade.

Também na casa dos três dígitos, populares observam atentamente a movimentação dos jornalistas. Enquanto isso, comentam a morte da menina Isabella:

- Tem que matar tudo esses p... - diz um deles.

- Só vim aqui pra ver a movimentação e a cara da desgraçada - conta uma mulher para as câmeras do SBT.

- Se eu pudesse, dava um soco no meio da fuça dela - brada, em referência a Anna Carolina Jatobá.

Cabelos vermelhos, rugas que denunciam seus quase 50 anos e bolsa em mãos, dona Márcia faz um paralelo para justificar sua indignação:

- Teve aquela moça que ficou sei lá quanto tempo presa por causa (do roubo) de uma margarina. Só porque é rico, o casal tá embaçando; se fosse pobre, já tava fedendo na cadeia - critica.

- Se eu não sair na TV, vou desligar tudo essas câmera aí - ameaça outro, para em seguida fazer uma observação midiática do caso:

- Dá um Ibope do caramba...

Água e chapéu

João e Chico vendem chapéus e cintos em frente ao DP por R$ 15 cada. Os chapéus são de lona, os cintos de couro. Ele não contava, no entanto, com a avareza da classe jornalística. "Não vendeu nada", resigna-se João.

- Olha a água, água, água! Água é R$ 1,50 e refrigerante é R$ 2, olha a água, água, água - grita outro vendedor.

Uma repórter da RedeTV! pede uma entrevista. Ele se nega.

- Fala pra gente vai, a gente não tá aqui pra acusar ninguém - insiste a jornalista, enquanto outro colega, desanimado, reclama.

- Que que eu tô fazendo aqui?

Confusão

São 10h30, horário marcado para o depoimento de Alexandre e Anna Carolina. Apesar do excesso de gente, reina a mais absoluta tranqüilidade e cordialidade em frente à delegacia. Transmitindo ao vivo, um radialista contesta:

- Muita confusão aqui no distrito...

Com quase meia hora de atraso - provocado pela confusão na saída da casa de Antonio Nardoni, pai de Alexandre -, o casal enfim chega para prestar depoimento. Cadeiras e escadinhas a postos, cinegrafistas e fotógrafos enfileiram-se à grade de ferro que os separa do distrito. Alguns colegas os acompanham das janelas e telhados nas residências e prédios vizinhos.

A multidão, catártica, grita:

- Assassino! Assassino! Assassino!

- Há um grande clamor popular - narra o radialista. Depois, lamenta:

- Infelizmente, parece que a população já fez seu julgamento.

O depoimento começa. Mas o dia não acabará cedo para a maioria dos profissionais de imprensa que ali estão. "Você tá armado de guarda-chuva aí?", pergunta uma produtora ao telefone.

- É porque esse sol é de chuva, viu.

Escrito por: Terra Magazine

______________________

É incrível a cobertura da mídia neste caso. Os pontos de audiência dos programas jornalísticos aumentaram 40%, a mídia está cada vez mais apelativa e sensacionalista. 

O povo gosta e participa desta novela, todos estão comovidos. Ninguem ainda sabe o que realmente aconteceu, e será que vamos saber? É sangue pra lá, é sangue pra cá, é porta arrombada, porta destrancada, é mais sangue na fralda, é o irmão que viu tudo, é o vizinho que escutou e o porteiro que não viu nada, é tanta coisa que a população gosta cada vez mais.

Essa novela não terá um fim tão cedo, foi assim com o caso da atriz Daniela Peres, a louca da Suzane Von Richthofen que matou os pais, o assassinato da Jornalista Sandra Gomide, enfim, este caso da coitada da Isabella, é apenas mais uma novela apresentada pelos veículos de comunicação. Pense no estereótipo de todas essas pessoas, pense bem e tente chegar em alguma conclusão, afinal, quem matou Odete Roithman?
Por Leandro Breda, indignado!

  • criado por  Leandro Breda criado por Leandro Breda
  • Postado em 15:51:25

27.03.08

Brave New World

Admirável Mundo Novo é um livro escrito por Aldous Huxley e publicado em 1932 que narra um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais. A sociedade desse "futuro" criado por Huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade atual. Qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos era dissipada com o consumo da droga sem efeitos colaterais chamada "soma". As crianças têm educação sexual desde os mais tenros anos da vida. O conceito de família também não existe.


 

  • criado por  Leandro Breda criado por Leandro Breda
  • Postado em 11:59:24

1-2, teste, 1-2, testanto... som... som...testando

O retorno tá meio ruim, dá pra aumentar um pouquinho?

  • criado por  Leandro Breda criado por Leandro Breda
  • Postado em 11:40:28